terça-feira, 8 de julho de 2008

Sobre Buda



Um discípulo pergunta ao Osho:









Buda disse a respeito da alma: “Era apenas uma bolha que já não existe mais. Eu não estou aqui, assim, para onde irei?”. Então, o que é isso que não morre nem nasce?

Existe um Mar sobre o qual as ondas vêm e vão, mas o mar permanece o mesmo. As ondas não estão separadas do mar, mas não são o mar. As ondas são formas nascidas do mar, são aparências que tomam forma e morrem. Uma onda que permanece onda para sempre não pode ter esse nome. A palavra onda significa que ela morre logo que nasce. Aquilo de onde a onda se ergue está sempre presente, mas o que se ergue não está. É uma dança do transitório no seio do eterno. O mar nunca nasce; a onda está nascendo. O mar nunca morre; a onda está sempre morrendo. No momento que a onda fica sabendo que é o mar, ultrapassa a cadeia de vida e morte. Mas enquanto acredita ser onda, está dentro da possibilidade de nascimento e morte.

O tempo não interfere nisso. Esta existência não está ao nosso alcance porque nossos sentidos só podem compreender a aparência e a forma. Nossos sentidos não podem compreender aquilo que está além do nome e da forma.

Portanto, quando Buda disse que nasceu como uma bolha, está se referindo aos dois aspectos de uma bolha. O que contém uma bolha? Se entrarmos numa bolha, descobriremos que uma quantidade muito pequena de ar, o mesmo ar infinitamente espalhado no exterior, está contido numa fina película de água. Essa película aprisionou uma pequena porção de ar, e essa pequena quantidade de ar tornou-se uma bolha.

Naturalmente, assim como tudo, a bolha também se expande. Expandindo-se, ela se rompe e estoura. Então o ar que estava dentro da bolha une-se ao ar de fora e a água une-se a água. Mas o que veio à existência nesse meio tempo foi um “Arco-íris existencial”. Nada mudou no ar ou na água; eles permaneceram os mesmos. Mas nesse meio tempo uma forma nasceu e morreu.


Fonte da imagem
http://www.gnosisonline.org/Magia_Cosmica/images/mandala_buda.jpg

2 comentários:

Janaina Yuki disse...

É incrível como a nossa vida se encaixa em um curto momento.
Nascer, crescer, fazer milhões de coisas (ou não) e morrer. Aos humanos pode se comparar ao surgir e sumir de uma onda no mar. E viemos de um lugar para retornar à este mesmo lugar. Acho que a diferença está no que fazemos durante o tempo de vida. O que deixamos ou ensinamos aos outros que ficam é que nos leva à eternidade.

André Auke disse...

Caralho...Quem sou eu? hehehehe.