domingo, 28 de setembro de 2008

Mutantes

Esse texto foi enviado pela Yuki.

"Somos as únicas criaturas na face da terra capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos!"

Nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificados por eles. Um surto de depressão pode arrasar seu sistema imunológico; apaixonar-se, ao contrário, pode fortificá-lo tremendamente. A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida. A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse. A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida. Quem está deprimido por causa da perda de um emprego projeta tristeza por toda parte no corpo - a produção de neurotransmissores por parte do cérebro reduz-se, o nível de hormônios baixa, o ciclo de sono é interrompido, os receptores neuropeptídicos na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos e até suas lágrimas contêm traços químicos diferentes das lágrimas de alegria. Todo este perfil bioquímico será drasticamente alterado quando a pessoa encontra uma nova posição. Isto reforça a grande necessidade de usar nossa consciência para criar os corpos que realmente desejamos. A ansiedade por causa de um exame acaba passando, assim como a depressão por causa de um emprego perdido. O processo de envelhecimento, contudo, tem que ser combatido a cada dia. Shakespeare não estava sendo metafórico quando Próspero disse: "Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos". Você quer saber como esta seu corpo hoje? Lembre-se do que pensou ontem. Quer saber como estará seu corpo amanhã? Olhe seus pensamentos hoje!

Texto do livro: Saúde Perfeita
Autor: Deepak Chopra



segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Ofensas e Ofensores (do livro "Alma e Coração" de Francisco Cândido Xavier)


Esse texto foi enviado pelo Marcelo.

Tão logo apareçam diante de nós quaisquer problemas de injúria, prejuízo, discórdia, ou incompreensão, é imperioso observar quão importante para o espírito é o estudo das próprias reações, a fim de que a mágoa não entre em condomínio com as forças que nos habitam a mente. Ressentir-nos é cortar os tecidos da própria alma ou acomodar-nos com veneno que nos atiram, acalentando o sofrimento desnecessário ou atraindo a presença da morte. Isso porque, à face lógica, todas as desvantagens no capítulo das ofensas pesam naqueles que tomam a iniciativa do mal. O ofensor pode ser a criatura que está sob lastimáveis processos obsessivos, que carrega enfermidades ocultas, que age ao impulso de tremendos enganos, que atravessa a nuvem do chamado momento infeliz; e quando assim não seja, é alguém que traz a visão espiritual enevoada pela poeira da ignorância, o que no mundo, é uma infelicidade como qualquer outra. Cabem, ainda, ao ofensor os pesadelos do arrependimento, o desgosto íntimo, o anseio de reequilíbrio e frustração agravada pela certeza de haver lesado espiritualmente a si próprio. Aos corações ofendidos restam unicamente um perigo – o perigo do ressentimento, que, aliás, não tem a menor significação quando trazemos a consciência pacificada no dever cumprido. Entendendo isso, nunca responda ao mal com o mal. Considera que os ofensores são, quase sempre, companheiros obsessos ou desorientados, enfermos ou francamente infelizes a quem não podemos atribuir responsabilidades maiores pelas condições difíceis em que se encontram. Recomendou-se Jesus: “amai os vossos inimigos”. A nosso ver, semelhante instrução, além de impelir-nos a virtude da tolerância, faz-nos sentir que os ofendidos devem acautela-se, usando a armadura do amor e da paciência, a fim de que não sofram os golpes do ressentimento, de vez que os ofensores já carregam consigo o fogo do remorso e o fel da reprovação.


segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Experiências


Fiquei por algum tempo centrada no meu interior. Percebendo o que vinha, o que saia, o que acontecia comigo. A princípio era um calor com frio, com confusão de pensamentos... Como se eu tivesse decidido pensar tudo no mesmo segundo. A respiração foi ficando mais forte, o coração bateu mais rápido, o choro apareceu... As músicas me emocionavam de uma forma feliz, e algumas me assustavam e me deixavam triste. Mostrava minhas fraquezas, minhas angústias. Via todas essas coisas juntas, como numa planília, tudo na minha frente... Vontade de sair daquele esconderijo, mas já não existia aquela força de mudança, era melhor ficar lá, concentrada e sem que ninguém visse...

Até que senti uma presença. Era de alguém que eu sentia falta, que eu amava, mas por algo da vida não viria mais... Foi aquela presença tão notável que mudou minha visão para o outro dia, e para todos os outros, assim que acordei. "Calma Valérinha, você está em volta de pessoas que realmente amam você, pode ficar tranquila. E eu que estou vendo tudo aqui de cima só estou rindo dessas suas crises de sofrer por coisas sem motivos, não tem porque. Dê atenção para aquelas coisas que realmente precisam, mas sofrer... sofrer não. E esse Marcel... ah o Marcel, eu gosto dele, ele vai cuidar de você com o meu amor que eu cuidei quando estava ai. Então fique ai, não mude nada, você está fazendo tudo certo."

Ter visto que realmente as minhas angústias as vezes são só um apelo do meu corpo em despejar lágrimas me fez ter a visão de que a vida é levinha, é gostosa e só tenho que tirar proveitos bons de tudo. Perder meu tempo chorando, armagurando minha vida... não isso eu não quero pra mim. Quero apenas crescer como um ser espiritualizado que pode alcançar bens maiores, e enfim poder sentir a verdadeira luz que vem lá de cima. Essa que eu sinto quando ele olha pra mim...

Vi minhas falhas, minha falta de garra para ir atrás até o fim de qualquer coisa, minha falta de coragem para falar e desabafar, de não me sentir apta a receber coisas e a merecer outras...

"Não Valéria. Não é assim. Você recebeu o dom da vida e todas as coisas que você tem a sua volta é porque realmente merece e irá crescer com tudo isso. Agora, faça o que tenha vontade, vá realmente em busca de todo sonho teu, faça com que os teus sonhos virem caminhos de vida para realização dos mesmos, se comunique com o seu Eu e o questione sempre, porque você quando o ouviu percebeu que ele estava realmente falando a verdade. Você só precisa acreditar em você e no potencial que tem."

A sinceridade das conversas e das sensações me fazem ver a realidade que existe em minha volta e o quanto de benefício isso tudo trás pra mim. Posso ter passado mal um pouquinho, mas é porque o corpo físico da Valéria ainda não aguenta tais sensações de nível energético grande, mas o bem que me fez é indescritível. Pensei em tudo o que existe em minha volta. Amigos, casa, mãe e pai, Marcel... E dentre essas tem algumas coisas que preciso modificar porque não existe ligação alguma, e outras que só preciso manter e cultivar o amor já existente...

"Então mestre, hoje eu senti isso. Senti o quão maior eu posso ser, e o bem que posso trazer para mim mesma e para os outros. Posso só sentir, posso só falar, posso só ficar quieta... Independente de qualquer poder que eu tenha me sinto feliz de estar e poder aqui continuar, e ter esse amor tão inquebrável dentro de mim. E algo que gostaria de falar é que todos presentes aqui só me fazem ter certeza que o amor não é uma ilusão... tem alguns aqui que eu nem conheço direito mas já considero, porque os sinto aqui da forma verdadeira que são e me fascino."

Tal crescimento não tem preço algum.

Quero realmente um dia não me abalar mais com alguns pontos chaves e poder um dia olhar tudo o que eu passei e sentir orgulho de ver isso num nível mais alto do que estou hoje.

"Eu nem imaginava que a vida fosse me trazer histórias que nem sonhava ouvir ou me atrevesse a contar. Eu nem imaginava que aparecesse tantos becos quase sem saída mostrando que na vida tem que se virar... Eu nem imaginava pelos caminhos que andei o espinho e o pranto aprendi do tanto que amei. E eu que imaginava que a vida fosse uma charada pensei que sabia tudo sem saber da estrada. Hoje sei que a vida é uma semente..."

Música: Quem planta colhe de Juraildes Da Cruz

Um Beijo!

Valéria.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Você tem que encontrar o que você ama


Pessoal, esse texto foi enviado pela Tathi. É longo, mas vale a pena!

Na íntegra o discurso de Steve Jobs, o criador da Apple, para os formandos de Stanford:

"Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.


A primeira história é sobre ligar os pontos. Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais dezoito meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina. Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: "Apareceu um garoto. Vocês o querem?" Eles disseram: "É claro." Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de 6 meses, eu não podia ver valor naquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria OK. Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo. Muito do que descobri naquele época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante. Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse. Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para a frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois. De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa - sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.


Minha segunda história é sobre amor e perda. Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação - o Macintosh - e eu tinha 30 anos. E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses. Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício]. Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple. E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple. Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.


Minha terceira história é sobre morte. Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: "Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último". Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: "Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?" E se a resposta é "não" por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa. Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração. Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas. Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de 3 a 6 semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas - que é o código dos médicos para "preparar para morrer". Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem. Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade. O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário. Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid. Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes do Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de The Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras: "Continue com fome, continue bobo". Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos. Obrigado.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Parênteses


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texto inspirado em sessão do vegetal (30/08/08-Guaruja).