domingo, 30 de agosto de 2009

Escolas

Olá meus queridos!

Recebi um texto de uma amiga que ao me enviá-lo solicitou que eu desse meu ponto de vista sobre o assunto tratado no texto, uma vez que ele se refere de forma bastante incisiva a um tema de extrema importância para todos aqueles que trabalham com a Ayahuasca para fins espirituais. O tema trata do funcionamento vibratório das sessões de Ayahuasca em geral e mais especificamente em relação às sessões da conhecida Igreja Eclética da Fluente Luz Universal – O Santo Daime.

Como acho que tal assunto interessa a todos e vejo aí uma oportunidade rica para explicar certos funcionamentos e elucidar práticas correntes em muitos rituais de ayahuasca, optei por postar o texto original no Blog seguido de meu ponto de vista sobre o assunto. Segue abaixo o texto e logo após minha visão sobre o assunto:

Por Adilson Marques

Os adeptos da doutrina do Santo Daime afirmam que o participante deve colocar em prática os ensinamentos que aprendem na "borracheira" (o estado alterado de consciência induzido pelo consumo de um preparado à base de duas plantas psico-ativas). É o que pretendo fazer nesse artigo. Ele não tem por objetivo julgar e nem condenar quem participa desse movimento que tem até o reconhecimento da ONU.
Mas pretende expor a experiência que tive, pois acho que é mais um ponto de vista para reflexão. Há algum tempo venho ouvindo falar das "viagens" espirituais que esse preparado proporcionava e sendo convidado a experimentar. No início de 2005, após ler vários documentos a respeito do assunto, resolvi, em caráter experimental, conhecer esta atividade espiritual. Eu já tive experiências de desdobramento espiritual (viagem astral) e por já ter trabalhado com desobsessão conhecia uma parte da realidade astral. Assim, ao fazer uso do preparado pela primeira vez, percebi que, de fato, a bebida facilitava o desdobramento do corpo astral (perispírito). Ao sair do corpo, notei que dois espíritos vinham em minha direção. Um parecia hindu e o outro parecia com o Bezerra de Menezes, por causa da barba. Fui levado até um local onde havia muitas luzes ofuscantes e sons estridentes. Falaram-me o seguinte: "o universo é composto de luzes e som. As cores são as resultantes desse processo". Falaram-me, ainda, que eu estava no local de onde eu viera e para o qual eu retornaria ao desencarnar. Ali eu viveria feliz, enviando vibrações para a Terra. Intuitivamente comecei a ouvir alguns espíritos. Eles me contaram fatos de uma provável encarnação. Falaram-me sobre algumas mulheres que conheço e qual teria sido nossas relações no passado. Não tenho como saber se tais informações são verdadeiras ou não. Mas confesso que, na hora em que foram transmitidas, senti uma forte emoção como se aquilo tudo fosse, de fato, verdadeiro. Confesso que sou um tanto cético com tudo que seja muito fácil e sem pedras pelo caminho. Assim, pela pequena experiência que tenho, preferi não acreditar cegamente em tudo o que estava vendo e ouvindo e passar tudo pelo crivo da razão, como nos ensina Kardec. Sei que os espíritos fascinadores são capazes de criar "realidades" etéreas para iludir e fascinar médiuns videntes, sobre tudo os orgulhosos. Assim é mais fácil fasciná-los. Além disso, pela alteração psíquica proporcionada pela bebida, não sabemos como está nossa vibração e se estamos recebendo intuições provenientes de espíritos superiores ou não. Em minha opinião, pessoas com pouca informação espiritual se tornem vítimas fáceis de espíritos fascinadores. Ao ver aquela infinidade de luzes e cores, ao ouvir vozes, etc. a pessoa pode, realmente, achar que estava no "paraíso". Muitos participantes falam que abraçaram Deus durante a "borracheira". Será mesmo? Algo me dizia que eu precisava transcender aquele mundo de som e luzes ofuscantes. Resolvi, então, fazer uma prece a Deus pedindo para que a verdade fosse revelada. Pedi para que eu tivesse condições de compreender toda a dimensão espiritual daquele trabalho. No exato momento em que terminei a Prece, fui "aspirado" para cima e subi muito. De onde eu estava, pude acompanhar todo o trabalho "religioso" que se passava lá embaixo. Confesso que tudo o que vi foi muito chocante. Não havia nenhuma beleza naquilo. Aliás, foi uma imagem muito triste. Como afirma a doutrina do Daime, o participante precisa colocar em prática o que aprende. Eu nem queria comentar esse assunto, mas para não quebrar a regra deste jogo, estou colocando em prática o que me pediram: narrar tudo o que vi e ouvi. Em primeiro lugar, fui informado por um ser que não consegui identificar que eu havia sido retirado daquele ambiente fascinador para poder observar de forma crítica e poder divulgar a verdade. Ele me pediu para eu não falar nada sobre o que visse, pois poderia ser perigoso para mim. A espiritualidade iria me isolar para que os espíritos que coordenavam aquele trabalho fascinador não percebessem o nosso intuito e não intuir o líder encarnado. Eu deveria anotar tudo e, ao chegar em casa, escrever o mais objetivamente possível. Confesso que estou escrevendo esse artigo com certo peso no coração, pois as pessoas que estavam na vivência não eram culpadas de nada. São pessoas muito amorosas e que acreditam que estão participando de um trabalho espiritual superior. Usaram tal produto crendo que estavam tendo a "experiência espiritual mais rica de suas vidas". Quero afirmar que esta experiência deve ser contextualizada e pensada para o local onde a mesma aconteceu. Não tenho como afirmar que, se fosse em outro local, seria diferente. Talvez se fosse coordenada por outra pessoa, seria, de fato, um trabalho "de Luz”. Isso são hipóteses que deixo para outros pesquisadores. O que posso afirmar é que os participantes realizam desdobramentos, conscientes ou não e ficam no astral. Porém, como se sabe, este não é homogêneo. É claro que uma mente materialista não terá como acreditar no que estou escrevendo, pois o seu mundo se reduz ao plano ilusório da matéria. Assim, o que descrevo (encontros com espíritos, vampirismo etc.) também não passaria de ilusão de uma "pessoa doentia", provocada pelo consumo da "droga". Mas não são os materialistas o meu público-alvo. Quero relatar para as pessoas que procuram, de fato, um meio de crescimento espiritual. Que sabem que é o seu ser eterno que deve ser valorizado. Assim, com essa meta, vou tentar descrever com a mais rigorosa objetividade tudo o que consegui perceber neste desdobramento. Notei que as imagens, as luzes e os sons que extasiavam os participantes, prostrados sobre poltronas ou cadeiras, empalidecidos e parecendo zumbis, eram produzidos e retroalimentados por seres de baixa vibração com um objetivo evidente: embotar a consciência do participante, causando um estado de torpor e uma falsa alegria, apesar de algumas pessoas, talvez as mais sensíveis, sofrerem com as constantes ânsias de vomito, consideradas, pelos freqüentadores, como uma limpeza. Na verdade se tratava do organismo tentando se limpar de tanta impureza astral e material "consumida" naquele ambiente. Vi que a área estava infestada por espíritos deformados, alguns cadavéricos. Havia ainda drogados que, desdobrados inconscientemente no astral, eram atraídos para aquele lugar pela vibração, como se ali fosse uma grande danceteria da Terra. Além desses, percebi muitos desencarnados que não tinham a menor idéia de que não estavam mais no corpo físico. Não digo que era uma orgia entre espíritos, mas era uma festa com seres de baixíssima vibração,quase todos doentes. Mas a parte mais repugnante foi quando vi que vários espíritos trevosos sugavam, com uma voracidade incrível, os fluidos vitais dos participantes encarnados. Eram, literalmente, vampiros do umbral. Eu via lá embaixo o meu corpo sendo sugado e não conseguia voltar. Alguns amparadores espirituais diziam que eu precisava ver um pouco mais antes de retornar. Notei que o lugar onde a vivência era realizada estava ligado diretamente ao umbral inferior. As regiões celestes que os participantes narravam eram ilusões criadas no umbral. Confesso que eram imagens bonitas, similares a essas que se vê em embalagens dei incensos indianos e quadros orientais. Se sabemos que o mundo material é uma ilusão, aquele "paraíso" o era muito mais. E posso dizer, sem medo de ser criticado, que é melhor viver a ilusão do plano material onde estamos encarnados, momentaneamente, à ilusão do astral inferior. Sabemos que o aprendizado espiritual (psicagogia) vem apenas com a reforma íntima e essa não é fácil. Kardec sempre nos alertou para não crer cegamente nos espíritos. Podemos dizer também que as "revelações" espirituais que nos vêm por essas fontes não muito seguras também devem ser aceitas após o crivo da razão. Como salientei, um leitor materialista dirá que estou descrevendo uma ilusão causada pelo uso da "droga". De outro lado, sei que um adepto do uso dessa bebida para "fins espirituais" vai dizer que isto que descrevo não é verdade, apesar de ter vindo da "borracheira”. Quero reforçar que não é minha intenção julgar ou condenar alguém. Deixo isso para a polícia e todo seu aparato repressor e corrupto. Como o meu pai desencarnou como tenente da polícia militar, devido ao consumo doentio de bebida alcoólica (e sei que ele não era o único viciado ali dentro), soube de muitas histórias de como a polícia mata inocentes e depois forja que se tratava de um perigoso "assaltante" ou desarma bandidos em um lado da cidade e vende suas armas em outro, facilita o tráfico etc. Hoje sabemos que a polícia também é uma "droga" que acaba psiquicamente com pessoas despreparadas emocionalmente, como foi o meu pai. Após três anos de seu desencarne, sei que ela ainda não se recuperou e está ainda em tratamento em hospitais do plano espiritual. Mas o objetivo deste artigo, como salientei, é apenas espiritual e não policial. Apresentei uma experiência por mim realizada e procurei tirar algumas conclusões. Pessoalmente, ouso dizer que a Luz que esta prática propicia é uma Luz que ofusca. A Luz que ilumina e liberta está muito além e, para ser alcançada, só mesmo através da caridade desinteressada, fraterna e de muito esforço. Confesso que os cantos ou hinos são até bonitos e falam em Deus e em Jesus; a encenação ajuda a criar uma ambiência pseudo-espiritual e de respeito, com velas e alguns rituais, porém, o trabalho realizado pelos seres umbralinos, tanto com seres encarnados e com os desencarnados, é assustador. Segundo os amparadores que estavam ao meu lado durante o desdobramento, eu precisaria escrever também que o trabalho é perigoso para crianças e mulheres grávidas, apesar dos praticantes afirmarem o contrário. Como salientei, estou apenas "colocando em prática" o ensinamento que adquiri durante a "borracheira”. Espero que os adeptos dessa bebida para "fins espirituais" compreendam que não quero destruir ou criticar a crença de ninguém. Procurei apresentar, da forma mais objetiva, a experiência que tive durante o desdobramento. Cada um que tire suas próprias conclusões. Eu tirei aminha: meu caminho espiritual passa por outras paisagens astrais.
São Carlos, 16 de Janeiro de 2005.
Adilson Marques


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Todas as coisas relatadas pelo autor do texto efetivamente são passíveis de acontecer em grande parte dos centros consumidores de ayahuasca, dos grupos espirituais e das religiões ligadas ao chá. A despeito disso nada justifica medo ou pânico que eventualmente um leitor incauto possa se ver pego ao ler esse texto. Para explicar o que pode acontecer numa cerimônia de Ayahuasca vou explicar um funcionamento dos processos de crescimento espiritual e espero com isso eliminar quaisquer dúvidas ou mal-entendidos com relação a esse fenômeno relatado no texto.
O verdadeiro desenvolvimento espiritual ao necessita de nada além da vontade sincera e fortemente intencionada da própria pessoa. Uma vez com esses atributos, a própria vida serve de escola para aqueles que estão dispostos a ver ao invés de fechar os olhos em ignorância e medo para postergar o inevitável. Esse desenvolvimento pode ser feito com certa velocidade e rendimento se a pessoa caminhar sozinha, mas em resumo, muito pouco pode ser feito para si mesmo por uma pessoa isolada uma vez que no caminho do desenvolvimento nossas ferramentas e percepções estão embotadas pelos próprios males dos quais queremos nos livrar. É necessário um guia ou uma escola, enfim, alguma influência externa consciente e ABSOLUTAMENTE confiável.

O trabalho com o chá em grupo, do ponto de vista de desenvolvimento espiritual (e, portanto, de reencontro consigo mesmo e com Deus), tenciona ser uma escola de aprendizado e o chá, uma ferramenta de acesso a níveis interiores que de outra forma seriam de difícil acesso atrasando o trabalho e diminuindo sua eficácia. Obviamente que pode (como acontece com muito sucesso) ser feito sem o chá e seus resultados e segurança do processo são muito mais garantidos, mas perde-se em eficiência e rapidez, uma vez que com o chá a intensidade de uma experiência bem direcionada pode valer por anos de caminhada sem ele.

A despeito do potencial maravilhoso de sucesso mais rápido (não grátis, pois quem pratica o Trabalho a sério sabe muito bem que não é nada fácil a auto confrontação) perde-se em segurança nada impede que apareçam aqueles a quem o Mestre Gabriel (fundador da UDV) chamava de “Mestres da Curiosidade”, dirigentes de cerimônias que querem aprender a real arte de dirigir uma “escola de auto-desenvolvimento” mas ainda fazem pouco mais do que reproduzir ritos e propagar crenças. Isso acontece em todos os lugares, na UDV, no Daime e em grupos independentes; não interessa a marca, interessa a qualidade do que se faz.

Se não ocorre um trabalho real e perfeito na direção da Evolução Espiritual, então o trabalho é lixo e deve ser descartado como tal por qualquer buscador sério. Pode ser divertido, interessante, criar ilusões bonitas ou fazer parecer que tem boa intenção (até porque seus dirigentes acham mesmo que têm boa intenção) mas na prática apenas causam mais mal do que bem. Pois qualquer coisa que não seja um caminho real e válido, que se utilize da ayahuasca mexe profundamente com a psique e as emoções das pessoas e cria mais ilusões que a aprisionam e reduzem suas possibilidades de se encontrar verdadeiramente do que libertam. Na melhor das hipóteses dão a sensação que a pessoa está fazendo um trabalho espiritual; com a ayahuasca (leia-se: com o coração das pessoas) não se brinca.

Esses “projetos de escola” com líderes parcialmente capacitados para tal função certamente atraem seu público. Pessoas que por ressonância de vibração acabam se sentindo de alguma forma atraídas por aquele trabalho e sentem que ali há algo para elas. SEMPRE há afinidade entre os discípulos de tais centros e seus dirigentes...e com os espíritos que ali freqüentam. Dessa forma não há exatamente mais mal nesses eventos do que já há na vida da pessoa que ali vive e ali fica e aqueles que não se encaixam naquele perfil energético intuitivamente se sentem deslocados e acabam por não fazer parte de tais eventos. Não há injustiça.

E a despeito de quaisquer horrores espirituais passíveis de acontecer (dos quais já presenciei vários) nada que ali acontece está realmente fora do esperado; muitas das pessoas que fazem parte de certos círculos são tão doentes ou mais até do que os espíritos que ali circundam e os espíritos que vagam nessas cerimônias nada têm em si mesmo de maus e sim desorientados, traumatizados e doentes. Nem as pessoas são tão boas assim e nem esses espíritos são tão maus assim. Muitas vezes ainda esses trabalhos cumprem certo papel no desenvolvimento da alma, nem que seja para saber o que não se quer. Alguns deles servem efetivamente de forma prática para certas pessoas que desistem de vícios como álcool e drogas e melhoram sua situação social, financeira e familiar. É necessário que nos desvinculemos dessa compulsão por salvar inocentes e que nos concentremos em saber no nosso coração o que interessa para nós mesmos. Assim estaremos fazendo o bem maior possível ao universo. Essas pessoas não necessariamente querem ser salvas; aliás, tomar alguma atitude que as desvinculem de seu “trabalho espiritual” é em ultima análise uma violência ao livre arbítrio individual; cada um tem que ter o direito de passar pelo que tem de passar. Se alguém quiser orientação mais adequada, certamente virá procurar por ela. A nós cabe apenas informar.

Mas como identificar um grupo ou centro onde aconteça um trabalho real? Minha sugestão é procurar por grupos e líderes que toquem seus corações com verdade em amorosidade, onde se possa ver que as pessoas se tornam mais felizes com o passar do tempo ao invés de ficarem mais fanáticas ou presas em seus próprios ideais. Um lugar onde as pessoas se destaquem por sua honestidade e idoneidade consigo e com os outros, pessoas com as quais se possa contar na prática. Nestes lugares não há necessidade de se preocupar com os espíritos que o freqüentam, pois emanações de verdade são nocivas para espíritos de baixa vibração e nenhuma proteção adicional é necessária; a luz cega os olhos acostumados com a escuridão. Habitam nestes locais apenas àqueles que se sentem à vontade em tais freqüências e, portanto ajudam somando energeticamente suas boas vibrações e intenções ao trabalho feito se relacionando positivamente com os participantes em diferentes níveis.

Evitem quaisquer centros em que lhe digam que você é algo ruim em essência e que só ali encontrará a salvação submetendo-se a vontade de um individuo ou de certo grupo de indivíduos. Em suma, algum lugar ou alguém em quem você confiaria sua vida sem esforço algum por saber em seu coração que ali a Luz e o Amor são a regra prática e não apenas palavras e dogmas. E caso encontrem tal lugar, entreguem-se de coração, pois o mesmo potencial prejudicial que essa devoção e entrega pode ter em mãos erradas pode se manifestar como a maior bênção de suas vidas se corretamente aproveitadas. No final das contas, sua intuição é sua melhor guia e Juiz Absoluto de sua caminhada.Um abraço a todos, meus irmãos e irmãs.

Marcel

9 comentários:

André Auke disse...

Acho que cada coisa está certo no seu lugar do jeito que é, mesmo que não compreensivel a razão.

Talvez o unico perigo seja esquecermos que somos pura luz.
E consciente disso nenhuma escuridão suprime luz, mas uma minima chama de vela transforma uma casa escura, rs.

E como disse um amigo meu um dia

( nesse caso esse amigo é um espirito de um caboclo que viveu a muito tempo atrás por aqui).

" Não se preocupe, se tem amor tá tudo certo"

E o amor aqui, quer dizer na mais pura intenção e não na mais facil que é ilusória.


Achei muito honrrado a sinceridade da experiência desse rapaz e muito honrrado também a sua colocação Ma.

Bjs a todos.

Marcel disse...

Muito boa André!
"Se tem amor, ta tudo certo."
Animal, nada como a simplicidade dos corações puros.

Algumas coisinhas da Jéssica disse...

Achei bastante interessante o relato desse rapaz. Ao meu ver, isso veio para nos lembrar que devemos seguir os nossos corações. Se estamos em um lugar e nos sentimos bem, se as coisas fluem, então está certo para nós naquele momento. Temos sempre que estar atentos e perceber o que acontece conosco. Às vezes algo é bom para nós hoje e, amanhã, pode não ser mais. E está tudo certo, podemos seguir adiante, procurar novos caminhos, novas direções.
Essas experiências são importantes para percebermos que às vezes, as práticas espirituais, nem sempre são tão espiritualizadas assim, pelo menos para alguns, como foi o caso da pessoa que relatou a história. Ele teve uma experiência espiritual em um local não muito espiritualizado a seu ver. Mas que serviu para ele procurar um outro lugar para si.
Eu acredito que estamos aqui para sermos feliz, então, devemos ir em busca de caminhos que nos levem a isso.
Beijos, amigos!

flordelotus disse...

Muito proveitoso e honesto teu comentário, Marcel.
Como já te disse, isso demonstra transparência em tuas atitudes...
e realmente se tudo é energia, cada qual está vivendo dentro da vibração que lhe é correspondente!!! Agora uma coisa ficou óbvia: ele perguntou e a resposta veio...sinal que o chá é realmente um veículo potencializador e cada qual receberá aquilo que estiver dentro de sua esfera de aprendizado.
Os caminhos são muitos...a Verdade uma só!
Bjs a todos, queridos amigos na LUZ!
Sonia

Lilian disse...

Queridos amigos,

Bem interessante esse texto, nos faz refletir...
Marcel, sua colocação foi essencial para os esclarecimentos.
Pelo meu ponto de vista, mesmo sendo uma iniciante no trabalho, acredito q o relato desse rapaz seja sincero.
Tudo é possível, depende da frequência que cada um está no momento, e da energia das pessoas que estão ao nosso redor. Nós atraímos o que somos, buscamos e pensamos. O trabalho com o chá tem a finalidade de identificarmos o Eu Interior.
E se cada um se colocar para ouvir seu próprio EU, vai saber se aquilo está lhe fazendo bem ou não.
Se não for verdadeiro, ou for apenas uma sensação de momento, logo passará e não terá uma longa continuidade.
No grupo o qual estou hoje, da pra sentir que todos estão na mesma vibração e com um único objetivo, o encontro do AMOR e LUZ. E se somos irradiados por essas duas grandezas, o que devemos temer?

Um grande beijo à todos : )

Eu simplesmente disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcel disse...

Tentei ver mas a comunidade é moderada. Se puder mande por email:
marcel@iluminadaordemdoamor.org
Um beijo e obrigado

Thiago disse...

Lindo Texto Marcel !

Adorei seus insights , de uma sinceridade absurda ! !

É bom reconhecer a luz aos olhos dos outros

obrigado por esse lindo blog, já adicionei a meus favoritos !


"i dont know what ur doin, or how ur doin , but whatever it is , keep it doin bro !"

hehehehe paz

Dani disse...

Enviei o e-mail pra vc , com minha experiencia do daime.